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 Seadesp
 

AS SESAMOIDITES DOS PÉS

O que são os ossos sesamóides?

Muitos ossos do corpo humano estão conectados entre si nas articulações, mas há alguns ossos que não se conectam a nenhum outro osso, entretanto eles se conectam a tendões ou estão envolvidos totalmente por músculos. Estes são os ossos sesamóides.
A patela, por exemplo, é o maior osso sesamóide do corpo humano. Dois outros ossos sesamóides são muito pequenos, têm a forma de grãos de feijão e são encontrados na planta dos pés logo abaixo do hálux (primeiro dedo ou dedão).
Os sesamóides são como polias e, como tal, promovem uma superfície lisa sobre a qual os tendões deslizam, potencializando a capacidade de transmitir a força gerada nos músculos. Os sesamóides auxiliam também na capacidade de suporte de peso e ajudam a elevar os ossos do primeiro dedo.
Como outros dedos, os sesamóides podem fraturar ou os tendões ao seu redor podem inflamar-se. Isto se chama sesamoidite, complicação freqüente entre corredores e dançarinos.

Quais são os sinais ou sintomas?

  • Dor progressiva com piora durante a corrida ou ao caminhar descalço.
  • Localizada abaixo do primeiro dedo (hálux), na planta do pé.
  • Dificuldade para permanecer na ponta dos pés.
  • Dor à palpação e manipulação do primeiro dedo. Inchaço possível

Como fazer o diagnóstico?

As radiografias dos pés são úteis para diferenciar as sesamoidites de fraturas. Em muitas pessoas, o sesamóide medial possui duas partes (bipartido). Neste caso, as radiografias são diferentes das fraturas, pois os sesamóides bipartidos têm uma forma arredondada e lisa. Como as radiografias são geralmente normais nas sesamoidites, os exames de cintilografia óssea ou ressonância magnética são mais precisos no diagnóstico.

Como são tratadas as sesamoidites? 

  • Medicamentos antiinflamatórios sob prescrição médica.
  • Diminuir ou interromper as atividades que estejam causando a dor.
  • Utilização de compressas de gelo local.
  • Usar tênis ou calçados com maior absorção de impacto.
  • Utilização de órteses nos casos de persistência dos sintomas por mais de 4 a 6 semanas.

A gravidade das lesões depende de sua atenção. Portanto fique atento e respeite os seus sintomas, pois eles são seus aliados na busca de uma corrida melhor.  Boa corrida!